Categorias: Coaching

Como é um Ciclo de Coaching

O Coaching é um processo de acompanhar o cliente na confecção de uma meta, para que ela aconteça em um ambiente propício e alinhada aos valores, necessidades e identidade do indivíduo. Para tanto, o ciclo de Coaching é dividido em seis etapas, porque um dos piores erros que podemos cometer é, no calor do momento, partir logo para a execução da meta sem um planejamento prévio, porque muitos dos obstáculos do caminho podem ser retirados ou contornados com um bom planejamento.

Para que você tenha uma maior compreensão do Coaching, explicaremos a seguir as etapas desse processo:

A 1ª etapa é a Avaliação: onde a pessoa entra em contato com sua meta, começa a criá-la na sua mente – o propósito é traçar o esboço do planejamento, onde levamos em conta o que tem de bom na sua vida hoje, exatamente como ela está, e o que vai melhorar ao promover esse objetivo, mantendo tudo que está valendo a pena da fase de vida atual. Além disso, é aqui que mensuramos o nível de comprometimento com essa meta (se o coachee – cliente – quer realizar algo e percebemos que há um nível de comprometimento inferior a 90%, primeiro trabalhamos essa questão, para daí seguir com o objetivo, alterá-lo em parte ou mesmo descartá-lo), e trazemos à tona até onde essa meta é valorosa para ele. (Exemplo: decidi virar uma escritora famosa e para isso vou ficar oito meses numa cabana na serra, longe de todas as mídias e pessoas, só concentrada no meu projeto, mas ao comunicar isso à minha família, eles disseram que, fazendo dessa forma, eles romperiam comigo… Pensei bem e percebi que minha família é mais valiosa que a fama rápida. Então escolhi demorar um pouco mais de tempo para fazer o livro e manter contato com quem eu amo.) É um nível incrivelmente importante, porque é nele que se cria espaço para as tarefas do Coaching, que são vitais para o estabelecimento do que foi sonhado.

A 2ª etapa é a Fundamentação: aqui é possível perceber o que se está disposto ou não a fazer pela meta, entendo e respeitando os Valores, Necessidades e a Identidade do coachee, é o ponto onde saímos da inércia e começamos a por a mão na massa, para construir os alicerces necessários onde esse objetivo se apoiará, sempre respeitando os propósitos de vida do cliente, que são elencados nessa fase. Esse nível evita que o cliente se perca, em caso de metas muito longas, e também evita rasteiras por uma falta de percepção do custo X benefício da meta.

A 3ª etapa é a Formulação: nessa segmentamos as submetas, no caso de uma meta muito grande. A pessoa entende o que depende e o que não depende dela; se os recursos internos, o que tem de rede de apoio bastam para levar o projeto adiante ou se tem de buscar e consolidar novos recursos antes. Define detalhadamente o plano de desenvolvimento – levando em conta tudo que foi levantado nas fases anteriores, para manter a criatividade e a motivação presentes e atuantes; resolve pendências, que poderiam lá na frente, virar um ralo sugando a energia do sistema.

Nessa fase também trabalhamos, com um pouco mais de detalhamento, os possíveis desafios e dificuldades na trajetória dessa meta, buscando as alternativas viáveis para prosseguir na meta, apesar dos contratempos. E trabalhamos com maior profundidade na percepção de em que contextos essa meta deixa de ser desejável, para que, quem a confeccionou, entenda o que é simplesmente o abandono de um sonho e o que é abrir mão de uma causa em prol de uma causa ou propósito ainda mais elevado na escala de valores – porque, caso essa escolha tenha que ser feita, saber essa escala de valores possibilita sair de algo sem se sentir fracassado ou incapaz

Esse é o segredo para que o objetivo ansiado não vire uma bola de neve soterrando tudo e todos pelo caminho.

 

A 4ª fase é a Implementação: é o momento de implementar o plano de ação traçado com mais intensidade ainda, mantendo atenção nas estratégias e recursos que estão disponíveis e nos que precisam ser buscados e/ou consolidados. É uma fase onde o coachee é convidado a ir além dos obstáculos. O foco está nas informações relevantes sobre os acertos e as correções de rumo a serem feitas – porque é assim que vamos lidar com pouco progresso ou recaídas em velhos comportamentos, que sabemos serem ruins, caso eles surjam em cena. Assim mantemos o gás e cultivamos êxitos durante a trajetória.

Porque mais importante do que chegar ao objetivo pra ser feliz, é fazer todo o percurso já tendo a felicidade e a alegria como companheiras de caminhada.

 

A 5ª fase é a Transformação: é onde percebemos as crenças positivas que estão nos apoiando e os resquícios de crenças limitantes. E é fundamental perceber quando há uma crença “jogando contra”, porque inconscientemente já se começa a trabalhar a respeito, o que é um grande passo para a mudança dela com a ajuda do Coach (o profissional que está te acompanhando nesse processo).

Essa fase fornece o material necessário se a pessoa, por estar fazendo algo novo e por ter saído do sua zona de conforto, começar a achar que está fazendo pior do que quando começou a colocar a meta em prática. Porque é sabido que a habilidade inicial pode sofrer um pequeno decréscimo num dado momento, mas se a persistência e o foco forem mantidos, ela retorna e o desempenho cresce consideravelmente. Pra quem gosta de História, é o momento em que finalmente é possível ir além do Cabo das Tormentas, a ponto de rebatizá-lo para Cabo da Boa Esperança.

 

A 6ª fase é a Consolidação: aqui ainda falta um pedaço da meta a ser percorrida e o coachee já pode olhar para trás e ver o percurso caminhado, alguns dos resultados dos passos dados e das mudanças implementadas. É o momento para vislumbrar como vai sustentar o trabalhado iniciado no Coaching, que oportunidades novas surgiram e que capacidades foram fortalecidas e consolidadas; além de perceber o que ganhou um novo significado e que crenças limitantes foram abandonadas ou minimizadas. E daí antever quais os novos horizontes que estão se desenhando no futuro próximo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.