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Conexões Energéticas

Sou do tipo de pessoa que gosta de se sentir em estado de paz e de conexão – comigo e com a Vida e pra isso faço meditação, resgatei a dança, que me permite estar desligada de todo o resto a não ser a música, evito certos programas de tv, presto atenção aos sinais e procuro viver no que a vida me aponta.
Pois bem, isso tudo é pra dizer que consegui dar uma espremida na agenda e viajei pra Ibitipoca num fim de semana prolongado. E é incrível como muitas vezes só quando a ‘desintoxicação’ começa a acontecer é que você se dá conta o quanto precisava dar uma pausa: da correria, do excesso de telefonemas, mensagens, informações e ruídos de qualquer espécie… Lá, fiquei sem sinal de celular, só conseguia acessar a internet via wi-fi da pousada e assim mesmo só no quarto, não vi televisão ou li jornal por todo o tempo da viagem, o que me permitiu ouvir os sons da natureza, de uma natureza distinta da que tenho ao meu redor. Pude apreciar a transição da vegetação de mata atlântica para a vegetação de cerrado e simplesmente deixar o olhar correr a perder de vista.
Logo no primeiro dia de trilha, no lugar que deu o click, fiz minha meditação, buscando essa conexão maior comigo e com esse Universo que me abriga, com a Mãe Terra, para calibrar de novo essa conexão energética. Senti o influxo de energia chegando sutil e sem pressa, bem ao estilo mineiro, ganhando terreno. Quando terminei, pude perceber que ainda existia uma parte de velhas energias que trouxe comigo, uns rescaldo de tensões e problemas que não dependiam apenas de mim (ou nada mais de mim) para serem resolvidos; e pelo menos uma duas partes dessa energia nova – vasta, pura, não viciada de formas pensamentos (que muitas vezes surgem em nós como inquilinos não pagantes e indesejáveis).
Nesse momento o que era desconfiança, virou certeza – eu não estava tão “limpa” psico-energeticamente como aparentava. Então me convidei a exercitar ainda mais o estar no aqui e agora, viver cada odor, colorido, sensação e som – mesmo aqueles de vozes humanas distantes, que o vento trazia, para no fim do dia, entender o que fez ressonância comigo, o que o Universo ou Deus queria me mostrar. Fiz uma trilha nesse dia em que a manhã nublada cedeu lugar a momentos belos de sol e céu azul celeste, para instantes depois uma névoa vir descendo e mudar toda a paisagem e temperatura. O caminho coberto pela bruma se transformava, e dava espaço a que se imaginasse algum conto místico como o do Rei Arthur, mais um pouco e a Dama do Lago emergiria suas mãos com a espada em punho e Merlin e Morgana poderiam fazer seus rituais em um descampado daqueles. Lembrei de trechos de aulas de Mitologia, os símbolos e seus significados enquanto usufruía de cada passo daquele terreno. Cheguei de volta à pousada com uma tempestade de raios (o que aliás é bem comum lá), que durou uma hora mais ou menos e o sol voltou para fechar a tarde e dar um oi para a noite.
O corpo estava cansado, a alma mais leve. A noite foi agradável, passada entre pessoas alegres, risos soltos.
No dia seguinte, nova trilha, dessa vez com o guia contando a história da cidade, do lugar que almoçaríamos, das cachoeiras que visitamos e as que visitaríamos. Tudo corria bem, eu continuava exercitando o estar no aqui e agora, me deliciava com a exuberância dos pássaros e paisagens que ia avistando. Fizemos uma trilha por três cachoeiras, e já na volta, na última que ainda daria para entrarmos, fui fazer uma foto, e numa pedra que já havia pisado antes, escorreguei e caí, em forma de “U”, numa espécie de laguinho que havia se formado entre uma pedra e outra – o lugar mais bobo de todos para se cair, meu celular mergulhou para o fundo de pedrinhas dessa piscina de água congelante. Eu e ele saímos sãos e salvos desse encontro não planejado conscientemente, com as águas daquela cachoeira em especial.
No fim da tarde fui para o show de Blues, que terminou bem depois da noite ter caído e foi muito bom, posso dizer que o dia foi inteirinho muito bem aproveitado.
De noite, quando fui repassar as vivências do dia, tive certeza que o show, as pessoas que conheci, os sabores e cheiros que resgatei da minha infância, tudo isso valeu demais! E, ainda assim, a cena do tombo, que na verdade foi mais sensação do que realmente a visão do acontecido, falava fundo a minha alma. E então me detive um pouco mais nesse acontecimento – um banho ao acaso, já que eu tinha racionalmente escolhido não entrar na cachoeira naquele dia, o tombo, do qual saí sem nem um arranhão e até o celular saiu em perfeito estado de funcionamento. E quando fui analisar os símbolos e significados envolvidos, percebi que era o elo final que faltava para a conexão energética acontecer por inteiro. É como se aquela água cristalina, pura e congelante fosse o que faltava para que aquele restinho de antiga energia fosse dissipada.
No dia seguinte, enquanto fazia a caminhada de despedida pela pousada, percebi que as questões que até então vinham martelando na minha mente, perderam o peso, veio a paz que gosto de sentir e veio ainda mais – a sensação de “está tudo bem, faz a sua parte e confia no Universo” voltou a habitar o meu ser. E falar sobre isso porque você acha que é por aí, é bom, mas sentir isso pulsando dentro de você é que faz a diferença.
Então fica a dica: se você percebeu que passou por um grande episódio de estresse, se vem acumulando pequenas situações do tipo abacaxi, se passou por uma dor que mexeu fundo, tire uns dois dias e se embrenhe na natureza ou em algum outro lugar que tenha ressonância com a sua alma e fique ali, cem por cento conectada. Deixe tudo pra trás, desligue o celular – medite, reze, dance, cante, enfim, faça o que sua alma pedir. E deixe acontecer,
Depois me conta como ficou sua conexão contigo e com o Universo. Um grande abraço pra você.

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