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Cicatrizando Feridas

Dia desses, conversando com uma cliente, falamos sobre o mito de Quíron, o preceptor de todos os heróis, o mestre imortal capaz de curá-los dos seus ferimentos, após os embates. E, no entanto, incapaz de curar sua própria chaga, causada por uma flecha banhada em um veneno letal!…
E agora, escrevendo esse parágrafo, surge em minha mente uma frase de Nietsche: “Alguns não conseguem afrouxar suas próprias cadeias e, não obstante, conseguem libertar seus amigos.”.
Todos nós temos uma parte que é sábia em aconselhar, aplacar sofrimentos, achar soluções para os dramas alheios, mas que padece dos seus próprios sofrimentos não curados… O mito de Quíron simboliza o guia interno que nos ajuda a obter cura para os males da alma.
O detalhe importante é que o mestre centauro usa todo seu saber medicinal e filosófico para achar uma solução. Ao passo que alguns de nós fazem do sofrimento profissão. E outros tentam se esconder da sua ferida arvorando-se em solucionadores não autorizados dos problemas alheios. E aí, em qualquer um dos casos, o sofrimento primário continua ali, latejando, e a ferida infeccionando mais e mais, sem nenhuma providência real. Tudo porque nos esquecemos de buscar a calma e a harmonia interna, no meio da dor, para acessarmos nossa sabedoria, tal qual faz Quíron.
O mundo é o que semeamos nele. Acolher mais e julgar menos. Não dar murro em ponta de faca tentando mudar o outro, mas sim trabalhar nossas estruturas mentais, para que cada vez mais a lei homeopática do “semelhante atrai semelhante” esteja a nosso favor.
No final, Quíron decide trocar sua imortalidade com Prometeu e ganha de Zeus (deus dos deuses), por conta dos grandes serviços prestados e exemplo de vida, o direito de habitar no céu como um asteroide.
Nem sempre o processo curativo da nossa mente e da nossa alma é exatamente como queremos… Mas se acreditarmos que é possível e perseverarmos, também encontraremos nosso lugar no Universo e a nossa luz, para deixá-la brilhar.

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